
O 30 de outubro é o Dia do Comerciário em todo o país, data instituída pela Lei 12.790, de 14 de março de 2013, a mesma que regulamentou o exercício da profissão. Em algumas cidades e estados, a comemoração segue calendário local, mas a referência nacional é esta. A data é oportuna para olhar para o que mudou no trabalho de quem atende, vende, repõe e organiza lojas, e para as competências que o varejo passou a pedir. A qualificação para o comércio deixou de ser apenas aprender a atender no balcão: passou a envolver canais digitais, controle de estoque e ferramentas que há poucos anos não existiam no dia a dia de uma loja.
O cliente que entra na loja muitas vezes já pesquisou o produto no celular, conversou com a empresa por mensagem e comparou preços. Outro cliente nem entra: compra pela internet e retira no balcão, ou pede entrega. Para quem trabalha no comércio, isso significa atender a mesma pessoa em diferentes pontos de contato, sem perder o fio da conversa.
Algumas habilidades se tornaram centrais nesse cenário:
Ruptura, ou seja, a falta do produto na prateleira quando o cliente procura, é uma das maiores fontes de perda de venda no varejo. Por isso, noções de estoque deixaram de ser assunto exclusivo do almoxarifado. O vendedor e o repositor que entendem giro de produtos, validade, organização por lotes e registro correto de entradas e saídas ajudam a evitar perdas e divergências no inventário.
Na prática, isso inclui saber conferir notas de recebimento, identificar produtos próximos do vencimento, sinalizar itens com baixa saída e manter o sistema atualizado. São tarefas simples, mas que pesam no resultado da loja e na avaliação de quem as executa.
O comércio de 2026 roda sobre software. Frente de caixa, emissão de documentos fiscais, meios de pagamento eletrônicos, aplicativos de entrega, catálogos on-line e redes sociais fazem parte da rotina até de lojas pequenas. Profissionais que se adaptam rápido a novos sistemas ganham espaço, e os que resistem tendem a ficar restritos a funções cada vez menos numerosas.
Entre as competências digitais mais pedidas estão:
Mesmo com toda a tecnologia, vender continua sendo, em boa medida, uma conversa. Saber ouvir o que o cliente precisa, apresentar alternativas, lidar com objeções e fechar a venda sem pressão excessiva são habilidades que diferenciam profissionais. A negociação também aparece em situações de troca, reclamação e cobrança, em que o objetivo é resolver o problema e preservar o relacionamento.
Some-se a isso o trabalho em equipe. Lojas funcionam por turnos, com metas coletivas, e a capacidade de colaborar, cobrir ausências e passar informações com clareza entre turnos faz diferença no ambiente e no resultado.
Quem trabalha no comércio ou quer entrar no setor tem diferentes caminhos para se qualificar, conforme o tempo e o objetivo:
A combinação de prática no dia a dia com formação contínua tende a ser o caminho mais seguro para crescer no setor, que segue entre os maiores empregadores do país.
A Lei 12.790, de 2013, instituiu o Dia do Comerciário em 30 de outubro. Algumas localidades adotam datas próprias para feriados ou folgas da categoria, conforme leis e convenções locais.
Cursos de atendimento, vendas e negociação são a base. Para crescer, costumam pesar formações em gestão, logística, estoque e ferramentas digitais, seja em cursos livres, técnicos ou tecnológicos.
Não há exigência de formação específica para a maioria das funções do comércio. A qualificação, porém, amplia as chances de contratação e de promoção, especialmente em funções que envolvem sistemas e gestão.
Fame Treinamentos, 2026.